Quero ser livre insincero
Quero ser livre insincero (1930) - Fernando Pessoa
Quero ser livre insincero
Sem crença, dever ou posto.
Prisões, nem de amor as quero.
Quando canto o que não minto
E choro o que sucedo,
É que esquici o que sinto
E julgo que não sou eu.
De mim mesmo viandante
Olho as músicas na aragem,
E a minha mesma alma erranta
É uma cançao de viagem.
Verschenen in: Poesia, 1977
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